A atualização da norma, também trouxe mudanças sobre o impacto na Proteção de Equipamentos Eletrônicos.
O pulso eletromagnético de uma descarga atmosférica representa uma ameaça invisível, porém devastadora, para equipamentos. Enquanto versões anteriores da norma focavam em danos estruturais, a revisão reconhece a criticidade da proteção eletrônica em casas inteligentes e na Indústria 4.0.
Reforço da proteção com DPS e ZPR
Um sistema de aterramento robusto não impede que pulsos eletromagnéticos (LEMP) queimem inversores, CLPs ou dispositivos IoT. A perda econômica e a interrupção de serviços motivaram um rigor normativo maior.
A Parte 4 estabelece o conceito de Zonas de Proteção contra Raios.
A estrutura é dividida em zonas, da externa (ZPR 0) às internas (ZPR 1, 2, 3), com severidade eletromagnética decrescente.
Em cada zona, aplicam-se medidas específicas. A proteção contra surtos é realizada por sistemas coordenados de DPS instalados em cascata.
Dispositivos Classe I na entrada de energia, Classe II nos quadros e Classe III nas tomadas formam uma barreira eficaz. A seleção segue a ABNT NBR IEC 61643-11.
O Anexo A agora inclui uma tabela com valores de suportabilidade a impulso (Uw) para componentes. Isso facilita a especificação técnica correta.
Já o Anexo C aprimorou a conexão com a NBR 5410 e a série IEC 61643. A norma torna obrigatório o uso de DPS Classe I conformes na entrada para proteção contra surtos e choques.