⚡ Um raio dura menos de 1 segundo — mas pode destruir uma edificação inteira.

Como o SPDA age nesse intervalo?

A resposta vai contra o que a maioria imagina: o sistema não reage ao raio. Ele redireciona antes mesmo do impacto.

Quando uma nuvem carregada se aproxima, ela ioniza o ar e cria canais ascendentes invisíveis chamados “líderes”. O para-raios — por ser pontudo, metálico e aterrado — favorece a formação do líder mais competitivo. O raio literalmente escolhe o para-raios, não o telhado.

No momento do impacto, a corrente pode passar de 30.000 ampères em questão de microssegundos. Ela entra pelo captor, percorre os condutores de descida e se dispersa no sistema de aterramento — hastes cravadas no solo que dissipam a energia de forma distribuída, sem danificar a estrutura.

Mas atenção: edificações ainda são destruídas mesmo com SPDA. Os motivos mais comuns são sistema mal dimensionado, corrente excepcional que supera a capacidade do condutor, ou o chamado efeito de fluxo lateral — quando a corrente desvia para tubulações e fiações internas, causando incêndios.

É por isso que a equipotencialização é tão importante: conectar todas as massas metálicas ao mesmo potencial elimina a diferença de tensão entre elas, e o raio não tem motivo para “pular” de um ponto ao outro.

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